terça-feira, 18 de maio de 2010

UMA EDUCAÇÃO PARA TODOS
O princípio democrático da educação para todos só se evidencia nos sistemas educacionais que se especializam em todos os alunos, não apenas em alguns deles, os alunos com deficiência. A inclusão, como consequência de um ensino de qualidade para todos os alunos provoca e exige da escola brasileira novos posicionamentos e é um motivo a mais para que o ensino se modernize e para que os professores aperfeiçoem as suas práticas. É uma inovação que implica num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais da maioria de nossas escolas de nível básico.
O motivo que sustenta a luta pela inclusão como uma nova perspectiva para as pessoas com deficiência é, sem dúvida, a qualidade de ensino nas escolas públicas e privadas, de modo que se tornem aptas para responder às necessidades de cada um de seus alunos, de acordo com suas especificidades, sem cair nas teias da educação especial e suas modalidades de exclusão.
O sucesso da inclusão de alunos com deficiência na escola regular decorre, portanto, das possibilidades de se conseguir progressos significativos desses alunos na escolaridade, por meio da adequação das práticas pedagógicas à diversidade dos aprendizes. E só se consegue atingir esse sucesso, quando a escola regular assume que as dificuldades de alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida e avaliada. Pois não apenas as deficientes são excluídas, mas também as que são pobres, as que não vão às aulas porque trabalham, as que pertencem a grupos discriminados, as que de tanto repetir desistiram de estudar.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que é Atendimento Educacional Especializado?

    Atendimentos educacionais especializados são recursos educacionais e estratégias de apoio e complementação colocadas à disposição dos alunos com deficiências, altas habilidades/superdotação, e transtornos globais do desenvolvimento, oferecendo diferentes alternativas de atendimento, de acordo com as necessidades educacionais especiais de cada aluno, representando procedimentos que são, necessariamente, diferentes do ensino escolar para melhor atender às especialidades desses alunos. O Atendimento Educacional Especializado garante o direito do aluno com necessidades educacionais especiais de ter um ensino adequado às suas necessidades. 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

MINHAS PERNAS NÃO CAMINHAM
E HÁ OLHOS QUE NÃO VÊEM
  HÁ BOCAS SEMPRE CALADA
MUITAS MÃOS QUE NÃO SEGURAM
   E BRAÇOS QUE NÃO SE ABRAÇAM
   E, ÀS VEZES, NEM SEMPRE HÁ BRAÇOS
   HÁ MENTES QUE SE ESQUECERAM
   DE ABRIR-SE PARA O SOL.

   HÁ MUITA FALTA EM NÓS TODOS
   MAS NÃO ESTAMOS PEDINDO
   QUE TENHAM PENA DE NÓS
 O QUE IMPORTA SABER
   É QUE ESTAMOS AÍ,
   AO LADO DE TODO MUNDO,
   QUERENDO APENAS QUE O MUNDO
   COMPREENDA QUE FOI FEITO
   PRA VOCÊS E PARA NÓS.

ZIRALDO

Deficiência

“Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive sem ter consciência de que é dono do seu destino.
“Louco” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.  E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
“Diabético” é quem não consegue ser doce.
“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.
“A amizade é um amor que nunca morre.”
                                                                                          Mário Quintana